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O Vale do Rio Branco
é uma das mais belas opções de passeio
em Itanhaém. Trata-se de um vale formado entre o paredão
de uma cadeia de montanhas pertencente à Serra
do Mar (Serra do Bariguí e Serra do Guaperuvu) e por outro paredão que se levanta em direção do Planalto
(Serra do Camburi). O local
permanece intocado embora infelizmente até a metade do Vale, a mata
ciliar original foi derrubada para dar origem a
plantações de banana. A produção era escoada pelo
próprio rio antes da abertura da estrada no início da
década de 70.
Seja como for, da metade até o
final do Vale, quando o mesmo se fecha em torno das
águas do Rio Branco que desce a Serra do Mar, a Mata
Atlântica
se encontra presente
e totalmente intacta. Trata-se de um tipo de mata
diverso da vegetação de restinga de Itanhaém. As plantas
possuem viço devido ao solo e a proteção das serras
contra os ventos marinhos fazem florescer inúmeros
manacás da serra. O lugar constitui-se em área de preservação ambiental monitorada
pelo núcleo do Curucutu constituído por 2 estações
ecológicas:
uma delas na zona sul de São
Paulo (que faz divisa com Itanhaém, em cima da Serra) e
a outra nas margens do Rio Itanhaém, já na própria cidade de Itanhaém. No topo da Serra do Mar, na estação ecológica
na divisa de São Paulo, há uma trilha, pela qual é
possível descer a serra (desde que com um guia) até o
Vale do Rio Branco, já no Município de Itanhaém.
Curucutu, aliás, é nome da coruja em Tupi,
designando as 3 espécies principais encontradas na região: o Môcho, a Coruja Buraqueira e a Coruja Suindara.
Acerca da trilha, leia um relato interessante
Clicando Aqui! A Polícia Militar e o Corpo de
Bombeiros não aconselham o uso da trilha (Parque
Estadual - Dificuldades de Acesso).
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Vale do Rio Branco |
Nascentes |
Transparência |
Transparência |
Águas Para Mergulho |
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Formas de Acesso
Os turistas podem
acessar o vale de 6 formas distintas: 1) de barco,
principalmente tipo canoa; contudo, há pontos em que o rio é raso
demais em certas épocas como o verão; 2) carro; 3) ônibus
municipal
(informar-se acerca dos horários no Centro de Itanhaém,
3 vezes ao dia, os ônibus passam em frente ao aeroporto
da cidade);
4) moto, 5) bicicleta (passeio ecológico - é bom pedalar
em grupo ou acompanhado de alguém que já conheça o local) e até mesmo;
6) à pé (trekking e parkours). A distância desde o
centro de Itanhaém até a aldeia indígena é de
aproximadamente uns 25 a 30 km (portanto uns 60 km ida e
volta).
O acesso ao Vale do Rio Branco se dá da forma seguinte:
partindo da entrada principal antiga da
cidade, atravesse o viaduto por baixo da pista (que vai
até Peruíbe) seguindo em frente no sentido do aeroporto
(caminho do Jardim Oásis). Passando o
Aeroporto de Itanhaém à sua esquerda, siga sempre em
frente em direção à Serra. Passando a estação de
captação de águas da Sabesp localizada do lado direito
da estrada, segue-se até o Bar do Zé Pretinho situado no
entroncamento entre a estrada para a Fazenda Mambú (em
frente) e a estrada para o Vale do Rio Branco (à
direita). Este bar do "Zé Pretinho" é o local que marca o final do asfalto
(estrada muito boa) e o
começo das estadas de terra (estrada de pedregulhos), porém, que se encontra em boas condições.
Logo no início da estrada a Sabesp está realizando obras
para captação de água, com a presença de alguns
caminhões.
É
bom lembrar que a temperatura do local no verão pode atingir muito além
dos 35 graus e quando há prenúncio de chuva há um ar
mais ameno típico de serra. No final da estrada, acerca de 30
quilômetros do Centro de Itanhaém, localiza-se uma
aldeia indígena Tupi-Guarani. A aldeia fica na outra
margem do rio, em direção do paredão da serra do lado do Planalto. Na área da estrada há algumas casas
de sapê e pau a pique dos Índios, além de escola e centro de
atendimento. Para visitar a aldeia é preciso da
autorização do Cacique e ou do Vice-Cacique, o que se
pede na hora, com boas maneiras e "educação". Se for
negada autorização, não insista: agradeça e despeça-se
com cordialidade. É possível levar donativos para os
Índios, como remédios, farinha de mandioca, leite em pó, feijão,
arroz, farinha de milho, enfim, alimentos não
perecíveis (bebidas alcoólicas proibidas).
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Estrada |
Paredões da Serra |
Estrada ao Longo do
Rio |
Águas do Rio Branco |
Águas Para Mergulho |
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Nascentes e Cachoeiras
Ao longo da referida estrada
aberta em 1971, localizam-se muitas nascentes de águas cristalinas, pequenas chácaras,
casinhas perdidas no meio da mata, o Pesque e Pague
Recanto do Pescador (Sítio Rio Branco - local que vale a
pena uma visita), além é claro, da
existência da Mata
Atlântica luxuriante. Registra-se também um povoado
muito pequeno (na verdade um aglomerado de umas 3 ou 5
casas) chamado de Porto Velho, haja vista os portos de
extração de areia, ora proibidos, que existiam no local. O
visitante se extasiará com a beleza das serras e da mata, com o canto
das aves tropicais, com o vôo de um tipo de papagaio
pequeno em bandos e com as águas limpíssimas e
transparentes do Rio Branco. Em todo Litoral Paulista,
poucos seriam os rios em profundidade, extensão e volume
de água que se comparam ao Rio Branco, mesmo porque,
modéstia à parte, o Rio Branco compara-se em transparência
(pode ficar turvo e variar com as chuvas no verão)
aos da região de Bonito em Mato-Grosso. Também há outro
rio que rasga o vale do lado do paredão da Serra do Mar,
o qual possui águas azuis e o chamado "Poço Azul" -
entrada proibida na Fazenda Banáurea.
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Mata Atlântica
Primária |
Poço Verde Profundo |
Cachoeira |
Riachos |
Águas Cristalinas |
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Para aqueles que
praticam o mergulho,
a dica é não esquecer de levar o snorkel, máscara, pesos (para quem utiliza) e pés de pato. O rio é o habitat de diversas
espécies de peixes tropicais de água doce (carás, jacundás, lambaris,
mandís, traíras, robalos e cascudos), pitús
(camarões de água doce presentes até nas nascentes) e de aves da
região. O rio situa-se ao lado da estada (sentido
aldeia) e às vezes, muito
sinuoso, fica mais além, em direção da Serra, formando
com as águas de aluvião, algumas praias de areia branca
em seu
caminho. Recomendamos 6 locais para parada: 1) logo no início
da estrada de pedregulhos, há uma casa à direita e do
lado oposto uma praia de rio por detrás da
plantação de banana (pode ser vista da estrada); 2) uma
nascente que forma um poço bem ao lado da estrada onde
todos podem se refrescar nas águas geladas; 3) um
pequeno lago artificial do lado direito da estrada por
detrás do qual há um caminho para uma cachoeira de uns
12 metros de altura; 4) uma casa
cercada por mangueira e bananeiras do lado direito da
estrada (sentido aldeia), local de partida para as
cachoeiras e o poço verde; 5) uma área de terras próxima da aldeia
dos Índios com 2 casas do lado esquerdo da estrada onde o local para banho
e mergulho é mais
propício e há amplo local para estacionamento; 6) o
centro de atendimento aos Índios, ponto de partida para
atravessar o rio e visitar a aldeia.
Quanto às cachoeiras
(número 4 acima),
a primeira é
pequena mas com amplo lago e de boa fundura para
mergulho de observação (fundo pedregoso) - presença de
lambaris; as segundas
são poços cravados na pedra, formando verdadeiras
banheiras de hidromassagem e a terceira queda possui acerca de 15 metros de altura,
sendo dividida em 2 partes: uma inferior e a outra
superior, as quais podem ser vistas em nosso vídeo
Cachoeiras de Itanhaém. Há também
várias quedas d'água ao longo da estrada, as quais o
visitante poderá ter acesso com a ajuda de um guia local
ou procurando-as através da origem das nascentes, as
quais em vários locais ao lado da estrada, formam
piscinas para um gostoso banho bem gelado. Curiosamente,
em todas as nascentes e córregos inexplicavelmente
existem peixes como
lambaris, cascudos, o peixinho listrado jacundá e
diversos pitús, todos diminutos.
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Casa de Pau a Pique |
Centro Indígena |
Mata Atlântica |
Corredeiras |
Travessia para a
Aldeia |
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Não há barzinhos (o
que ocorre somente até a estrada asfaltada) pois o local
é rústico. Desta forma, quem pretende ir até o vale deve
tomar as devidas precauções para se hidratar. Seja como
for, o esforço vale a visita pois muitos poucos lugares podem ser considerados tão
lindos como este. Acima e abaixo, mostramos as fotos da
travessia do Rio juntamente com nossos guias, Índios
Tupi-Guaranis e da aldeia dos mesmos. No lugar da
travessia, o leito do rio
é pedregoso, raso (época da seca) e as águas muito transparentes. A
aldeia é cercada por árvores de Mata Atlântica primária
intocada,
possuindo grande altura e beleza ímpar. Presença de
borboletas de diversas cores, notadamente as azuis
(incluindo a Capitão do Mato), animais da Mata Atlântica
e aves tropicais coloridas cujo canto ecoa do fundo da
mata. Quem visita a aldeia, não fossem as roupas
modernas dos Índios, tem a nítida impressão de ter
voltado no tempo, até os primórdios da colonização, no
início do século 16.
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Mata Atlântica
Primária |
Entrada da Aldeia |
Aldeia |
Aldeia |
Mata Atlântica |
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Índios Tupi-Guaranis
Os Índios originais do
Brasil são nossos Índios Tupis. Os Guaranis na época da
colonização eram apenas parentes; primos mas não
irmãos, como no caso do parentesco entre
Tupinambás (Tamoios, os mais velhos) e os Tupiniquins.
Contudo, o processo de colonização destrutiva do Brasil mudou esta
situação. Os Índios Tupi-Guaranis são o resultado do processo do
colonialismo no Brasil, sendo a mescla entre Índios
Tupis brasileiros originais da Costa (os Tupis originais ainda existem
no Brasil - Sul da Bahia, aldeias na zona sul de São Paulo, etc.) e os Índios Guaranis (primos daqueles primeiros) provenientes da
região mais ao Sul do País e do atual Paraguai. Tupi-Guarani é
bom lembrar, é um ramo lingüístico assim como as línguas
românticas (latinas) e não uma língua em
si. O idioma desses Índios mesclados, contudo, seria o Tupi,
se bem que um
tanto deformado em relação ao Tupi original, seja pela ação do tempo,
seja pelas influências do
Guarani, seja pelo Nhengatu, seja pela influência do homem branco. Para estes Índios, também é bom
lembrar, Itanhaém significaria não somente Pedra que
Chora, como também nos disseram, Alma de Pedra, uma vez
que o nome em si já estaria deformado com o passar dos
séculos (exemplo: Niterói seria Iteron, Ubatuba, seria
Uwattibi, etc.), sendo o nome original Ita-ahê, ou seja,
pranto de pedra, pedra que chora, pedra-alma ou alma de pedra.
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Thiago e Amigo |
Cachoeira Sta. Rosa |
Mata Atlântica |
Beleza do Local |
Beleza Natural |
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Venha conhecer
o local, respeitando a natureza e preservando o local! É proibida a caça e a
pesca em todo o vale, assim como o mergulho ou pesca
dentro da reserva dos Índios. Quem preferir, ao invés
do percurso do Rio Branco, poderá visitar o caminho até
a Fazenda Mambú. Simplesmente no final da estrada de
asfalto, no local do já referido barzinho, ao invés de
seguir à direita pela
estrada do Vale do Rio Branco, segue-se em frente. A Fazenda Mambú não está aberta à visitação,
contudo, a visita pode ser agendada ligando para a Prefeitura de Itanhaém, pedindo informações sobre o local e se
possível agendando a visita. A Fazenda Mambú,
você acessa
aqui!
Algumas
Informações
Úteis Sobre o Local
Distância em relação à
pista/estrada (Centro de Itanhaém): acerca de 25 a 30 Km (60 km ida e
volta).
Temperatura: no verão, superior a 30º C; local às
abafado, às vezes com temperatura mais amena. Aconselhável no verão levar consigo repelente
de Citronela ou Eucalipto. Obrigatório levar
água, sucos, refrigerantes e lanches, levando de volta
o lixo produzido.
Ônibus: salvo engano,
3 vezes por dia
para o local, partindo do Centro da Cidade de Itanhaém -
informar-se sobre os horários com antecedência no Centro
da Cidade nos pontos atrás do Banco do Brasil e do outro
lado da Avenida Condessa de Vimieiros.
Táxis
e vans: pechinche pois o preço pode ser sempre a combinar,
o qual oscila entre 50
a 70 reais.
Moto: verifique o tanque, pois o percurso é longo e no
lugar não existem postos de gasolina nem oficinas.
Bicicleta:
modalidade de passeio somente recomendado para quem possui preparo
físico (não recomendado para crianças) e para bicicletas com
marchas (do tipo mountain bike), uma vez que existem subidas e descidas um pouco íngremes na
estrada. Para se informar mais sobre o tipo de bicicleta
adequada, especialmente mountain bikes,
clique aqui (página da Shimano em inglês).
Mergulho: sempre
se recomenda mergulhar
acompanhado por questão de segurança. O Rio Branco
possui espécies de peixe tropicais de água doce e
transparência espetacular. Não perca esta oportunidade
de descobrir o mergulho em água doce, tão raro no
Brasil. Proibidos a pesca e o mergulho dentro da reserva dos
Índios.
Trekking e Parkours:
recomendado para grupos e praticantes dessas modalidades
esportivas. Não recomendamos a visita do local na época
das chuvas sequer em dias chuvosos, pois a transparência do
rio fica prejudicada pelas águas que
descem a Serra e forma-se lama na estrada. Não leve nada do local, a não ser muitas
fotos e boas recordações! O que é trekking:
clique aqui! O que é parkours: atividade que
consiste na locomoção de um local para outro de maneira
rápida e mais eficiente possível, utilizando as
habilidades do corpo humano. Modalidade francesa criada
para ajudar os praticantes a superar obstáculos que se
constituem em qualquer elemento no ambiente ao redor,
seja um ramo de árvore, pedras, até grades e paredes de
concreto. Pode ser praticado em áreas rurais e urbanas.
Homens que praticam parkour são conhecidos como traceurs
e mulheres como traceuses.
Serviços de Táxi no
Trevo da CESP: Sr. Jair, (0**13)
9705-1994, (0**13) 3427-5273 ou nos pontos do Centro da
Cidade de Itanhaém.
Respeite Tudo o Que
tem Vida, Pois é Seu Próximo!
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