Apresentamos aqui uma
série de outros animais que povoam nossas praias de todo
Litoral e que "residem" tranquilamente nas praias e nas
águas de Itanhaém. Se você já viu alguns deles, saiba
que são muito importantes para o nosso ecossistema e por
isso, alguns são protegidos por Lei, como no caso da
tartaruga. Respeite todos eles e preserve a natureza!
Saiba mais sobre o ecossistema das praias, conhecendo
inclusive a diferença que existe entre os
tipos de praias de nosso litoral.
Diferença Entre Praias Arenosas e Praias Bravas
Uma praia arenosa, como a
maioria daquelas encontradas em Itanhaém, comumente
evoca a imagem de um deserto, uma vez que suas areias
parecem destituídas de vida. Isto é um ledo engano. As
chamadas praias bravas, ou de tombo, por possuírem um forte embate de ondas, as quais constantemente
movimentam grandes quantidades de areia modificando o
perfil da praia, são as que justamente impedem que muitas espécies ali se
estabeleçam, embora depois da arrebentação, embaixo d'água,
"residam" muitos organismos. Por outro lado, as praias mansas (arenosas) ou duras,
com seu declive muito suave que permitem realizar
longos percursos mar adentro sem perder o pé, são as que abrigam
uma fauna abundante e variada. Esta comunidade de
animais passa desapercebida da maioria das pessoas
devido ao fato de seus componentes encontrarem-se a
maior parte do tempo ocultos na areia ou expostos ao ar
apenas durante os períodos de baixamar (ou maré baixa).
Conheça alguns desses habitantes aqui e se surpreenda!
Anêmonas do Mar
Anêmonas são
animais belíssimos confundidos com plantas e que comumente são encontrados sob as pedras nas
águas rasas das praias. Parecem flores, aspecto que com
o qual atraem alimento e pequenos peixinhos para suas bocas. Aqui
em Itanhaém podem ser encontradas anêmonas azuis e
vermelhas nas pedras do Cibratel e do Costão do Paranambuco.
Não destrua esses animais indefesos, ao invés disso,
observe e tire fotos!
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Gaivota e Filhotes |
exemplo de praia
arenosa |
Maçarico ou Batuíra
de Coleira |
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Baratinha do Mar
Muito parecida com a
barata, na realidade a baratinha do mar é um crustáceo inofensivo. Vive em grupos de vários indivíduos nas
pedras, junto ao mar, alimentando-se de restos de peixes
e outros crustáceos.
Como mimetismo, pode ser mais clara ou mais escura, dependendo
do habitat em que vive. É abundante em determinados locais
das pedras da Praia do Peruíbe e em toda a costeira.
Também é muito usada como isca.
Cipa
A cipa é um parente
próximo da lula porém, mais encorpada, realiza
mimetismos inacreditáveis parecendo um disco voador
dentro do mar, devido à mudança de cores e pelo padrão
de como esta mudança é efetuada. São encontradas "vez ou
outra" nas águas limpas do Litoral Norte em Ubatuba,
Paraty e Angra e nas Ilhas do Litoral Sul como as
Queimadas e a Laje de Santos.
Camarão
Muito utilizados na
culinária, os camarões exercem um papel muito
importante no mar, pois consomem inclusive matéria em
decomposição. Gostam de viver em cardumes nos manguezais
perto das praias, rios com água salobra ou no mar.
Diversos tipos de camarão podem ser encontrados em
Itanhaém e ao longo da Costa da Mata Atlântica. Nessas
paragens, a pesca do camarão no mar, é feita ao longo da
Praia dos Pescadores e da Praia do Peruíbe até os
paredões da Serra da Juréia. As Pedras do Cibratel na
maré baixa exibem uma grande quantidade de camarões
muito pequenos e coloridos, os quais vivem em meio das
anêmonas do mar, consumindo plâncton e algas. O Rio
Itanhaém possui grande quantidade de Pitús ou Camarões
de Água Doce em seus manguezais. Os machos desta espécie
possuem garras muito finas e compridas, as quais acabam
em pinças como aquelas dos siris e caranguejos.
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Siri Cinza ou Chita |
Siri Azul |
Maria Farinha - Grauçá |
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Caranguejos e Siris
Todos caranguejos possuem pernas que acabam em unhas,
salvo aqueles cujas últimas pernas terminam em
nadadeiras, que recebem então, o nome de siris (figuras
acima).
Aqui apresentamos um alista de siris e caranguejos,
sendo que alguns, segundo a orientação acima,
mesmo que chamados erroneamente de siris, seriam de fato
caranguejos pois que as últimas pernas não terminam em
nadadeiras. Ao lado desses colocamos o nome caranguejo
entre parênteses.
Há diversos tipos e
espécies de siris. Siris habitam os mares e caranguejos,
em sua maioria,
habitam os manguezais. O crescimento de ambos, se dá com
a muda da casca de tempos em tempos. Assim que o Siri
deixa sua antiga carapaça, a nova, ainda mole, endurece
em poucos dias, daí originando o termo inclusive
culinário de "Siri Mole". Em Itanhaém já foram encontrados
diversos tipos de siris, a saber: o Siri Azul, o
Cinza, o Verde (caranguejo), o Vermelho
Escuro e a novidade; já foram
avistados siris Vermelhos Claros (caranguejo)
de uma outra espécie, nas pedras da costeira, os quais
costumam habitar ilhas longínquas e são
conhecidos como Maria Mulata. Outros encontrados em
Itanhaém são o Siri Patola (caranguejo); o
Siri Colorido (caranguejo), de formato igual ao Siri
Patola, mas bem menor; os Siris Diminutos, que
achatados e compridos, habitam as areias das praias e
por serem transparentes e justamente diminutos (acerca
de 3 cm) são pouco ou quase nunca notados, os Siris
de Mangue ou Chama-Maré (caranguejo) (diferentes do caranguejo de
mangue), os quais, embora bem pequenos, os machos ostentam uma
das pinças de tamanho desproporcional; os Siris
Brancos ou Maria Farinha (caranguejo) que vivem na praia ao
longo do Rio Itanhaém, e; os Siris Aranha, que na
realidade são caranguejos, capturados acidentalmente nas
redes na pesca do camarão próximo à costa em Itanhaém.
Os Siris Azuis
(Callinectes Sp.) e
os Cinzas (também chamados de Siris Chita) -
Arenaeus Cribarius,
são parecidos, mudando apenas a cor. A natureza dotou
esses animais com a mesma cor do ambiente em que vivem
para que possam camuflar-se com perfeição (mimetismo). Desta forma,
os siris azuis são acinzentados no dorso e azul claro e
meio escuro nas pinças e dos lados da carapaça,
desaparecendo por completo embaixo d'água. Nas areias cinzas como as
do Rio Itanhaém e da Praia do Peruíbe e de todo Litoral
Norte, são encontrados siris
cinzas, cujas carapaças possuem micro bolinhas brancas,
simulando perfeitamente a cor da areia. Ambos são
bravios e não hesitam em dar pinçadas muito doloridas.
Se forem grandes, suas pinças podem cortar a pele.
Somente atacam se ameaçados. Os Siris Verdes (caranguejos)
são de tamanho pequeno, cabem na palma da mão. Possuem um
tom marrom bem escuro, imitando as pedras lustrosas com traços de
verde para fazê-los se camuflar com as algas.
Além
desses siris há outros 2 que são dignos de menção: o
Siri Patola (caranguejo) e outro, pequeno
e de carapaça clara, ornada com pontos multicoloridos em
vermelho, amarelo e azul, com o mesmo
formato do Patola, que vive nas pedras e casas construídas por
minhocas de areia. O Siri Patola assemelha-se a um tanque
de guerra. Robusto, suas pinças são muito grandes.
Possui cor marrom escura no dorso e dos lados um marrom
mais claro. As pinças são negras. O Siri Colorido
(caranguejo) possui o mesmo formato de carapaça
mas é bem menor e muito colorido. O Siri Diminuto
é realmente um animal curioso, que vive no vai e vem das
ondas, flutuando ao sabor da maré. É transparente
e difícil de ser visto. Se alimenta de pequenos animais
e plâncton. O Siri de Mangue (caranguejo -
Chama-Maré)
na realidade é um siri minúsculo que vivia no manguezal
que provavelmente existia atrás do Morro do Paranambuco
e se alongava até o início da Praia do Poço dos Índios.
As Pedras do Cibratel, em torno do laguinho que ali se
forma, possuem recantos onde há areia e ao redor desta,
uma rala vegetação rasteira (que ainda existe no
local). Ali este pequeno siri resiste e ainda pode ser encontrado. Faz buracos na areia,
local onde se
esconde. Possui a carapaça como a dos caranguejos de
mangue, só que de tamanho bem pequeno, acerca de 5 cm;
são de cor marrom esbranquiçada e os machos possuem uma das
pinças de cor amarelo-clara para fazerem a corte. Não se
sabe se ainda quantos indivíduos sobrevivem no local.
O Siri
Branco - Maria Farinha (caranguejo) é um corredor nato. Vive
nas praias de areais brancas ao longo do Rio Itanhaém,
fazendo buracos na areia onde fazem seus esconderijos. É
comum nas areias brancas do Litoral Norte de São Paulo e
Sul Fluminense. Finalmente, o Siri Aranha, possui
pernas finas e compridas. De coloração violácea, vive no
fundo do mar ao longo da costa no Litoral Paulista.
Caranguejos
Há 3 espécies de
caranguejos de mangue em Itanhaém e região. A primeira,
o Chama-Maré, vive perto das praias. As outras 2 vivem no
manguezal riquíssimo do Rio Itanhaém e afluentes. Uma
delas, o Caranguejo-Uçá, é onívoro. Possui a carapaça redonda
e pernas muito peludas, assemelhando-se à uma
aranha. A outra espécie, o Gauiamu, é herbívoro.
Possui uma carapaça mais quadrada, é
vista com freqüência sendo vendido em fieiras na beira
das estradas, como a Rodovia Pe. Manoel da Nóbrega ao
longo da qual há o rico Manguezal de Santos e São
Vicente, o qual vem sofrendo muito com a devastação
provocada por favelas e invasões naquele local. Cananéia
e o extremo Litoral Sul possui extensos manguezais onde
a pesca do caranguejo constitui-se em atividade
econômica para a região.
Coral
Os corais são são
plantas como pensam alguns, mas sim animais que demoram
centenas e até milhares de anos para se desenvolver.
Possuem forma e cores diversas. Aqui no Brasil, na
costeira, os corais mais comuns de ser encontrados são
os chamados Coral Cérebro e o Coral Árvore. O Coral
cérebro é de cor branca e possui este nome devido à sua
forma, cheia de circunvoluções e entranhas. Há dois
tipos de coral árvore: um de estatura maior, de acerca
de 30 a 40 cm de cor vermelho-alaranjado e outros bem
menores, como a palma da mão, de cor roxo escura. Até
onde sabemos, não há corais na costeira do Litoral
Sul, provavelmente pela força das correntes, contudo, tanto
corais cérebro como os demais podem ser encontrados nas
Ilhas Queimadas e Laje de Santos. Infelizmente, no
Litoral Norte, onde esses corais são mais comuns e
povoam a costeira, local de fácil acesso, foram
depredados impiedosamente por pessoas inescrupulosas que
com facas e martelos insistem em arruinar em minutos tudo
o que a natureza levou séculos para construir, matando animais que levaram séculos para
crescer. Em Ubatuba, por exemplo, não há mais nenhum
coral árvore na costeira; absolutamente "todos" foram cortados, restando apenas
restos dos caules indicando os locais onde existiam. Os
corais cérebro também sofrem depredação, uma vez que são
utilizados até martelos para quebrá-los e arrancá-los
das pedras. Contudo, ainda restam muitos Corais Cérebro
e Árvore (do tipo pequeno) na costeira de baías e
enseadas mais reclusas do Litoral Norte.
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Corrupto |
Camarão de Areia |
Tamburutaca |
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Corrupio do Mar
É um outro tipo de
ouriço do mar, chamado em inglês de "Sand Dollar" ou
Dólar de Areia (Encope Emarginata). Possuem uma concha achatada
(exoesqueleto), parecem uma moeda ou bolacha com 5 furos
compridos ao redor da concha e uma "estrela" desenhada
no meio. É parente das estrelas do mar. Possui cerdas
que parecem pelos, embaixo da concha, as quais usam para
se locomover no fundo de areia. Povoam as águas rasas
das praias de Suarão, do Peruíbe (Cibratel) e Gaivota.
Já foram achadas conchas de animais mortos, em ilhas de
difícil acesso, com tamanhos
surpreendentes, um pouco menor que um daqueles LPs
antigos de vinil. São animais pacíficos e inofensivos.
Caso sejam perturbados, soltam um tipo de líquido
transparente meio amarelado como forma de defesa. Se
você pisar em cima ou pegar algum deles, devolva-o ao
mar!
Corrupto
São crustáceos
decápodes cavadores da infraordem Thalassinidea,
conhecidos vulgarmente como corruptos. Esses crustáceos
vêm sendo há mais de 20 anos capturados ao longo de
nossas praias para serem utilizados como isca na pesca.
Até o momento, parece haver registros de 42 espécies de
Thalassinidea na Costa Brasileira. Vamos citar 2 dos
mais conhecidos. O Corrupto propriamente dito,
de tamanho maior (Callichirus Majore) o menor, chamado
de Camarão de Areia (Callichirus Mirim). Trata-se de um
animal muito
estranho, possuindo garras e o corpo alongado. Com os
olhos atrofiados, vive enterrado nas areias das praias,
onde sua presença é identificada através de furinhos na
areia por onde jorra pequena quantidade de água do mar.
É considerado a melhor isca para a pesca de praia, sendo
encontrado em praias rasas e capturado na maré baixa (no
máximo 0,6m). Por isso mesmo, o pescador deve ficar
atento à tábua de maré. A captura exige um tipo de bomba
de sucção com a qual retira-se o bichinho da areia. Em
Itanhaém, é encontrado em profusão ao longo da Praia do Suarão,
Cibratel/Peruíbe e Gaivota. Um primo meio afastado, não muito
comum, é a Tamburutaca (Coronis Scolopendra),
com a diferença de que este animal, por sua vez, possui olhos mais
desenvolvidos. A Tamburutaca que vive nos corais é bem
colorida e a da areia, mescla-se com o ambiente através
do mimetismo com a mesma cor. A estocada de uma
Tamburutaca pode arrebentar a carapaça de um caranguejo
ou destroçar um camarão; pode também provocar lacerações
nas mãos de pescadores desavisados.
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Unha de Moça |
Estrela de Nove
Braços |
Sarnambi |
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Estrela do Mar
Pertence à ordem dos
equinodermos como os ouriços. Em Itanhaém, encontram-se
nas pedras e parcéis do Cibratel estrelas cinzas que
utilizam-se dessa cor para com o "mimetismo", mesclar-se com o ambiente
(cuja areia de fundo da região é da mesma cor). Há
ocorrência também de pequenas estrelas vermelho-claras de braços compridos
as quais são comuns em todo Litoral Sudeste Brasileiro.
Podem ser avistadas durante a maré baixa em algumas pedras
e parcéis que
despontam fora da linha d'água. Outro tipo de estrela da
região, também comum no Litoral Norte de São Paulo, é a
Estrela de Nove Braços (Luidia Senegalensis). Esses
animais vivem sob a água, nas areias em áreas mais
profundas ao longo das praias. Costumam ser capturadas
acidentalmente por redes durante a pesca do camarão.
Muitos exemplares podem ser vistos ainda vivos nas
bancas da Praias dos Pescadores em Itanhaém - depois da
pesca acidental, são devolvidas ao mar.
Gaivota
A Gaivota, também
conhecidas como Gaivotão (Larus Dominicanus), não era
muito comum nas praias de Itanhaém nos anos 60 e 70.
Contudo, hodiernamente, podem ser encontradas com
facilidade nas praias da região, especialmente na Praia
dos Pescadores, Ilha do Givurá e ao longo da imensidão
da Praia do Peruíbe. Vivem em bandos com muitos
indivíduos. Os filhotes possuem uma coloração diversa
daquela dos pais, sendo marrons esbranquiçados, Na idade
adulta, adquirem a cor definitiva que é cinza no dorso e
branca no peito. Se alimentam de peixinhos e crustáceos.
Outras aves marinhas que freqüentam o Litoral Sul são as
seguintes: Albatroz de Sobrancelha Negra; Pardela Preta;
Pardela de Óculos; Albatroz de Nariz Amarelo e Bobo
Grande de Sobre Branco. Esta última espécie, no início
dos anos 70, invadiu a praia do Cibratel 1 num domingo
pela manhã já próximo do meio-dia. Cansados da viagem
pelo mar, deixaram-se facilmente apanhar. A população da
época, ignorante, fez o restante: matando ou capturando
para criação (morreram todos).
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Albatroz-de-Sobrancelha-Amarela |
Bobo-Grande-de-Sobre-Branco |
Pardela-Preta |
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Lagostas e Lavagantes
Lagostas e Lavagantes
são parentes próximos. As lagostas possuem formas
conhecidas, com antenas e unhas, cruzando os fundos dos
oceanos e migrando através de grandes distâncias. Podem
ser encontradas em todo litoral Brasileiro. No Litoral
Sul não são comuns na costeira mas podem ser encontradas
na Coroa de Pedras do Cibratel, Costão do Paranambuco e
Ilha do Givurá, contudo, a arrebentação contínua as
mantém protegidas de depredadores. Também são
encontradas nas ilhas oceânicas como as Ilhas Queimadas
e parcéis da região. Também são encontradas no litoral
Norte de São Paulo e Sul Fluminense (Caraguá - Ubatuba -
Paraty - Angra), seja na costeira,
ilhas e ilhotes. Os lavagantes, por
sua vez, possuem pinças enormes e são mais encontrados
no Litoral da América do Norte, nos Estados Unidos e
Canadá, particularmente no Estado do Maine onde a pesca
ao lavagante é parte da economia local, existindo até
mesmo criadouros naturais. No Brasil há ainda uma outra
espécie de lagosta, bem bojuda, sem antenas, que se assemelha a um
tanque de guerra, devido à carapaça bem robusta e compactada;
ela é comumente chamada de cavaquinha cuja carne
é muito apreciada. Nosso litoral também apresenta outras
espécies como os lagostins, de tamanho menor que as
lagostas. As águas doces dos rios ou salobras dos
estuários, constituem o habitat do camarão de água doce,
o Pitú.
Lesma do Mar
Possuem cores vivas e
diversas, desde o vermelho escuro até o amarelo claro,
indicação aos predadores de que são venenosas e
desagradáveis ao paladar. Quando avistadas em meio as
profundezas, proporcionam um espetáculo deslumbrante,
parecendo bater as asas para se locomoverem dentro do
azul. Vez ou outra são encontradas nas pedras do Poço
dos Índios no Cibratel, local onde são trazidas pelas
marés. Se você encontrar alguma, coloque-a num balde e
devolva-a para o mar, em local mais profundo.
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Gastrópode - O.
Brasiliensis |
Corrupio do Mar |
Gastrópode -
Hastula Cinerea |
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Maçarico
Há várias espécies e
denominações de
maçaricos, ou ainda, de andorinhas do mar, dentre as
quais a Batuíra de Coleira. A maioria são aves migratórias e que vivem geralmente
aos pares. Em Itanhaém são vistas com certa freqüência
ao longo das praias arenosas. Nesses locais, essa aves
procuram alimento como moluscos, peixinhos, crustáceos e
vermes de areia.
Moluscos Gastrópodes
Há 2 tipos desses
moluscos no Litoral Paulista. Um de concha maior, mais
robusta e arredondada de coloração madrepérola (Olivancillaria
Brasiliensis) e outro de formato fino e alongado de
coloração acinzentada (Hastula Cinerea). Este último na
época da desova, fica curiosamente repleto de ovos muito
pequenos e brancos que "brotam" ao longo da concha. São comuns nas
areias das praias em Itanhaém. Ambos possuem um tipo de
órgão, que é um apêndice que colocam para fora da concha com o
qual se alimentam e inclusive se locomovem, seja na água
nas marés altas, seja nas areais. Outros moluscos muito
comuns no Litoral Sul são o Sarnambi, cuja concha
possui formato triangular e o Molusco Bivalve
cuja conchinha é comumente encontrada nas praias de Itanhaém.
Ouriço do Mar
Pertencem à ordem dos
equinodermos. São parentes das estrelas do mar. O animal
possui um exoesqueleto (esqueleto externo), que é sua
própria concha onde ficam
localizados seus espinhos, com os quais se movimenta. É
um animal peculiar pois o ânus localiza-se em cima de
sua concha, onde também há um tipo de olho (mais
parecido com um sensor de luz) e a boca com 5 dentes,
com os quais se alimenta de algas nas pedras, fica
embaixo do animal. Há várias espécies; em Itanhaém
são encontrados os ouriços marrons (pequenos e com
espinhos finos, de concha escura) e os ouriços
roxo-escuros, de tamanho maior que os outros, que ficam
grudados nas pedras. Eram chamados pelos caiçaras de
antigamente de pindá, palavra do Tupi antigo que
significa anzol. Caso se pise em cima de um deles sem
querer, deve-se ir até uma farmácia para tirar os
espinhos. Em locais do Litoral Norte e em determinadas
ilhas, o desequilíbrio ambiental (ausência de
predadores), fez com que se
multiplicassem em grande número. Nas águas calmas e
transparentes do litoral norte há uma outra espécie, de
concha maior e branca com espinhos finos, de cor roxa
bem clara, que freqüenta cavidades nas pedras e fundos
arenosos. Hoje em dia, algumas pessoas consomem as ovas
dos ouriços, principalmente na culinária oriental.
Pepino do Mar
São muito comuns nas
Pedras do Cibratel. De coloração amarronzada, lembram um
pepino. Possuem ventosas ao longo do corpo que tem o formato de
um pepino, com as quais seguram restos de conchas para
se camuflarem e também se fixar nas pedras. Quando embaixo d'água, abrem um tipo de órgão que mais parece uma flor,
que na verdade é a boca do animal, com a qual ele filtra
a água para pegar alimento. Se retirado da água e
apalpado, como defesa, solta um esguicho.
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Tatuzinho |
Tatuí Mole (Antena
Comprida) |
Poliqueto - Verme
de Areia |
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Poliqueto ou Verme
de Areia
O verme de areia é um
Poliqueto inofensivo (Americonuphis Casamiquelorum). Possui um aspecto
muito parecido com o da minhoca comum. Como o próprio
nome indica, vive oculto nas areias das praias arenosas
ou constrói verdadeiras colônias de areia em torno das
pedras, como pode ser observado ao longo da Coroa de
Pedras do Cibratel. Naquele local, as casas desses
animais são muito parecidas com verdadeiras "colméias"
de areia, constantemente "arejadas" pelas ondas do mar,
que trazem plâncton e alimento.
Pulga da Praia
Inofensiva, é na
verdade um tipo de crustáceo minúsculo (Amphipodo
Talitrídeo), translúcido e meio acinzentado com dois
olhos bem escuros e diminutos que passam praticamente
desapercebidos. Vive nas areias das praias. Em Itanhaém,
basta cavar um buraco na areia das praias arenosas perto
da água do mar, que ali dentro, na água que aflora, você
verá esses pequenos crustáceos aparecerem, dentro e fora
d'água. Costumam deixando rastros, que são caminhos na
areia.
Tartarugas
Pertencem a ordem dos
quelônios. Existem várias
espécies de tartarugas no Brasil. Em Itanhaém, as mais
encontradas são as tartarugas verdes que dão um show à
parte em torno das pedras do Cibratel. Já aparecera por
aqui até mesmo tartarugas de couraças de couro, que ao
invés de cascos, possuem apenas uma couraça protetora
(anos atrás uma delas apareceu morta a facadas na praia
depois de Mongaguá em direção à praia grande,
crime provavelmente praticado por um desequilibrado ignorante ou débil
mental). Em Itanhaém, alguns pescadores
reclamam da presença das tartarugas pois dizem que quando aparecem espantam os
peixes, o que não é verdade. As tartarugas comem antes de
mais nada as algas das pedras e sua presença em nada se
relaciona com a ausência de peixe, que na maior parte
dos casos é causada pelos próprios pescadores de barcos
grandes que insistem em passar redes enormes perto da
orla da praias, arrastando absolutamente tudo o que
encontram pela frente. Pela
manhã quando o mar está calmo, é possível ver as
tartarugas passeando nas águas em torno da pedras e parcéis perto
da Praia do Peruíbe, nas pedras da Praia do Sonho ou em
torno da Ilha do Givurá. Caso você veja alguém que
covardemente maltrate ou pesque essas tartarugas,
que são animais indefesos, denuncie imediatamente à Polícia
Florestal ou ao Ibama. A pesca de tartarugas é crime
ambiental regulado por Lei Federal apenado com severa
punição.
Tatuíra ou Tatuzinho
Tatuíra, Tatuí ou
ainda Tatuzinho, são pequenos crustáceos que vivem
geralmente em colônias ao longo das praias, as chamadas
bravas ou de tombo e especialmente nas mansas. Se
enterram na areia, alimentando-se de pequenos animais e
plâncton. Após o estouro da onda, quando a água volta em
direção ao mar, é possível ver as antenas das tatuíras
na água para fora da areia, detectando sua presença no
local. Basicamente há 2 tipos de tatuíra. Uma de corpo arredondado,
de carapaça mais dura e arredondada, parecida com uma concha (Emerita
Brasilienisis) e outra de corpo mais
frágil, maleável e translúcido, com antenas
bem longas, o Tatuí Mole (Lepidopa Richmondi).
Unha de Moça
São moluscos que vivem
naquelas bonitas conchas de coloração rosada. As conchas
já vazias, sem a presença do molusco, são comumente
encontradas ao longo das praias arenosas. São muito comuns
em todo Litoral Sul e a concha frequentemente é
utilizada em trabalhos de artesanato.
Respeite Tudo o Que
tem Vida, Pois é Seu Próximo!
Nota: as imagens aqui apresentadas são apenas
ilustrativas e não estão disponíveis para download.
Fonte: Centro de
Biologia Marinha da USP; Orientação Científica: Sérgio
de Almeida Rodrigues e Roberto M. Shimizu.
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